17.12.10


 Está sendo agora a hora que eu deveria dar uma de louca, tomar essa chuva que cai, e gritar para ver se minha voz percorreria 500 km até chegar ai.
Talvez eu esteja é sofrendo de amor, como diz minha avó. Talvez eu esteja sofrendo de solidão, como diz minha mãe. Talvez eu esteja precisando de um banho de loja, ou um SPA poderoso, do tipo, “fique dois dias e emagreça 20 Kg”. Talvez!
Filmes românticos, músicas lindas, casais apaixonadinhos na rua e tudo mais que te faz sentir um lixo: isso eu nunca vou conseguir superar; Supere filha! Supere Maria! Supere, supere, supere... Alguém perguntou se eu quero superar? Desculpa, mas felicidade para mim está totalmente ligada ao amor que é paixão. Desculpa!
Não sei viver sem. Minha vida desaba. É como se eu fugisse de mim mesma. Não tenho culpa, é psicológico isso. Se eu não me amo, alguém precisa me amar. E esse alguém, ou melhor, esses “alguéns” amam de um jeito tão diferente do meu, que às vezes eu fico confusa se o que eu sinto é amor mesmo, ou até duvido se o que eles sentem é amor.
O que a gente sente? Saudade, ciúmes, paixão, desejo, poder de conquista, possessão, carinho, afeto e excitação. Será mesmo que o nome importa?
Um dia perguntei para uma amiga se ela sabia realmente o que estava sentindo pelo Fulano, e ela me disse que não sabia, mas que sentia alguma coisa forte, e soltou: “isso não basta para eu tentar com ele?”. Eu respondi não.
Entretanto, ela não seguiu meu “conselho” e fez o que tinha que fazer. A vontade passou, e Fulano acabou sofrendo pra caramba. E é incrível como eu sempre sou esse fulano.
Sim, eu também acho que mereço ser feliz, também acho que ele é só mais um cara na minha vida, sei que não vou casar com ele, por mais planos que nós tivéssemos feito; sei também que ele não é de se casar, como diz a minha mãe. Sei que ele é complicado, que em certos momentos me fazia sofrer, mas todo mundo que sofreu, sofre e sofrerá de amor, sabe que isso tudo não importa. Por pior que seja, por mais complicado que seja, por mais que você se acha no direito de sair de todo esse problema, você se prende. Você agarra nas entranhas desse amor, e não quer nunca mais largar. Pra você aquilo é vida, e você se confunde, não sabe se ama ele ou se está parasitando-o. Não importa. Você se machuca, ele não, mas você está bem, você agüenta, você esperou tanto para que alguém te desse carinho que até esqueceu as cicatrizes, as marcas e os avisos e mergulha de cabeça naquilo, e agarra mais forte as tripas desse amor e não se deixa vomitar por ele. Você quer ficar ali, ali dentro, pra sempre, quentinha, sugando tudo que ele pode te dar, e disposta a ser toda dele, a ser uma parte dele. Dói, mais isso é melhor do que sair por ai, procurando, procurando, procurando e procurando de novo. Você não suporta procurar, procurar só te mostra que você talvez nunca ache. Procurar cansa porque enquanto procura alguém está achando, e esse alguém nunca é você.
Recompor-me? Com certeza, mas vocês sabem que isso demora, e que talvez eu não queira me recompor. Sofrer de amor é tão clichê que parece divertido. É mais uma forma deu me sentir igual a todo mundo, uma forma deu sair desse casulo da indiferença e sofrer de amor como todo mundo sofre.

2 comentários:

Aler disse...

Crescer dói, e sofrer faz parte. Conte comigo se precisar desabafar sobre as dores, sejam de amor ou não. Bjão, Maria!

Paulo Tamburro disse...

OLÁ MARIÁ.

SOU SEU MAIS NOVO SEGUIDOR.

UMA FRASE PARA SUA REFLEXÃO: O QUE PARA A LAGARTA É A MORTE , PARA DEUS É O NASCIMENTO DA BORBOLETA.

VOE MARIÁ.

PARABÉNS PELO BLOG.

UM FELIZ 2011.

COMBINADO?

BEM, DEPOIS DO NATAL E ANTES QUE 2011 CHEGUE, ESTOU CONVIDANDO VOCÊ PARA UMA REFLEXÃO NO MEU BLOG DE HUMOR : “HUMOR EM TEXTO”

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