2.4.09

Hospedeira ( Parte III )


Mais de 15 dias se passaram e a minha visita ainda ocupa metade do meu quarto.
sabe, é meio estranho o modo de viver dela - estive a observar esses dias, afinal o que mais eu faria em relação a ela?- e reparei que ela toma o café de manha, sai e volta parar dormir. Toma o café de manha, sai e volta para dormi. Toma o café de manha, sai e volta para dormir. Acho que ela confundiu minha casa com uma pensão, como um hotel de beira de estrada. Será que a saudade esta realmente na casa certa? Talvez ela tenha se enganado, e quem sabe esteja aqui só por comodismo, afinal, muitas pessoas bateram-lhe a porta na cara, desligaram o telefone enquanto ela falava, pedia perdão ou chorava, muitas pessoas simplesmente a ignoraram e esqueceram que um dia foram tomados pela saudade.
Ate que hoje, num tarde qualquer, em que só esperava - esse é o problema, eu espero- a volta da saudade à tarde, ela chegou mais cedo. sentou-se diante de mim, e abriu uma caderno:
- Repita comigo. - disse ela super séria, folheando seu caderninho
- ' Eu entendi, eu entendi mesmo, o eternizante clichê “isso passa”. '
e eu repeti:
- Eu entendi, eu entendi mesmo, o eternizante cliche " isso passa".
- Agora me diga, porque acabou de mandar essa mensagem de desespero pra ele?
- Porque simplesmente você não sai mais da minha casa. Viocê esta morando aqui, não percebe que me encomoda? que encomoda as pessoas que querem me visitar e não podem porque você insisti em ficar?Eu preciso dele pra que tiremos você daqui, a força ou não. eu preciso dele.
Ela calma, fecha o caderno:
- repita o que nós treinamos...
então eu me irritei
-Passa sim,é claro, e, quando passar, algo muito, muito, muito triste vai acontecer: eu não vou mais amá-lo.

Um comentário:

Paulo Vitor Cruz disse...

chica, o amor é como a vida...é vivo tbm...e passa...

*te dei um selo...vê lá no meu blog do que se trata...

abs.