11.4.10

Paixão de Merda


As relações entre nós, meu amigo, são bem complicadas e subjetivas.Eu subjetivo e você subjetiva: nós subjetivamos! Lindo não?
Não. Não é. Sabe o pior de tudo dessa vida a moda Clarisse Lispector? É saber que isso vira história depois.Não quero história, não quero lembrança nem passado, eu quero agora!Eu quero exato que nem matemática, eu quero vivo que nem dor de dente, eu quero concreto que nem concreto.
Se eu estou brava com você? Estou sim, poxa!Você fez as piores solidariedades para a minha pessoa, você fez o que eu queria que você fizesse, entretanto você não lembrou de me encontrar, de me olhar, de me avisar que talvez você pudesse ser a última arvore da minha mata.


Você me mata.Hoje eu odeio essa morte, amanhã ela é glória e épico.Isso também me mata.Por que essa mesma coisa, esse mesmo fato, essa mesma coisa, esse mesmo fato, essa mesma morte dói agora e pulsa depois?É ridículo isso, Clarisse!E mesmo assim ela e eu escrevemos sobre essa dualidade de afetamento.
Merda de afeto, merda de relação, merda de emoção, merda de sentimento, merda de relação, merda de imaginação, merda de merda... não é uma bola de neve, é bola de merda que me atropela na vida de merda.
E nem se espante, você também é uma merda.Uma coisa paradoxal quando eu assumo que seu sorriso é lindo demais.É contraditório quando eu afirmo que te acho o cara mais interessante que eu encontrei.Eu me complico quando falo que estou apaixonada por você.

4 comentários:

Linn Anastassakis... disse...

Amor ou ódio??Os dois andam juntos..dizem que um passo em falso e vc já estará do outro lado.

"mas eu o odeio...e isto significa que nem por um instante deixei de pensar, que o mais intenso dos meus sentimentos foi voltado p ele"

eu sou uma merda por me apaixonar por um cara de merda. só merda nesse mundo, não?! rsrs

seguindo!! :) bjinhus

Luara Q. disse...

Você escreve muito bem (:

Paulo Tamburro disse...

MARIÁ,

agora você traiu o título mágico e impactante do seu blog: Aranhas não tecem suas teias.

Posso prová-la? (rs).

Então, o que você nos passou de uma forma correta e num texto audacioso, é um destes encontros e desencontros da vida afetiva do ser humano.

Freud, já deixou explicado sobejamente esta ambilavência do amor e ódio entre nós.

E disse algo definitivo, na minha opinião.

E o que Freud disse:

-"Nós só odiamos a quem verdadeiramente, amamos e não conseguimos alcançar", e complementou:

- "A boca que se cala, fala por todos os poros e trai-se pela ponta dos dedos"!

Seu texto foi aprovado, nestes dois quesitos fundamentais e expostos aqui, pois você não demostra ódio, muito menos se cala!

No entanto, a palavra "merda", correta e insistentemente repetida, talves tenha sido aí sim, cara MARIÁ,seu ato falho definitivo!

E tento explicar.

Na encenação de peças teatrais , os atores antes de entrarem em cena desejam "merda", para seus colegas.

E esta "merda" quer dizer , boa sorte, felicidade, sucesso e muito público.

Acho que é esta merda a que você tanto se referiu, talvez inconscientemente!

A proposito, sabe de onde surgiu esta forma dos artistas de teatro se desejarem "Merda"?

É que , nos primórdios do teatro, as pessoas iam aos espetáculos de carruagem puxadas a cavalos.

E quanto mais carruagem parava a porta do teatro, mais "merda" os cavalos faziam .

Então quanto tinha muita merda de cavalo na porta do teatro era sinal que a casa estava cheia.

Daí ter ficado a tradição de desejar-se merda, em toda a estréia de uma peça teatral.

É desejo que o espetáculo terá sido um sucesso.

E é neste sentido, que para todos os seus presentes e futuros grandes amores , e até o final da sua vida MARIÁ, eu desejo-lhe do fundo do meu coração :Merda!

Um abração carioca.

Lady disse...

Oi!!!
Parabéns!!!Adorei!!!
Li cada palavra e concordo plenamente com tudo e assino embaixo.
Tenha uma tarde maravilhosa!
Bj