1.1.11

II-

Como os acontecimentos da minha vida não são graváveis em DVD igual aos seriados, eu tive que engolir o fato de não viver certas coisas, de não chorar certas lágrimas, ou melhor, de não sorrir certos sorrisos. O que se pode fazer quando seu maior inimigo é o seu destino imprevisível? Aceitei, oras.
Aceitei que liberdade é algo utópico. Seu corpo está preso a tua alma e a tua alma está presa ao teu corpo. Liberdade não é desse mundo, assim como o amor, a felicidade e talvez a amizade.
Aceitei que amar alguém é precisar dela. Amor pode ter tantos significados, pode ter tantas variáveis, pode ter várias interpretações... Quem se importa? É bonito falar que está amando. Amo aquela roupa, amo aquela música, amo o fulano, amo minha mãe e amo minha filha. É bonito falar que sente amor. É bonito porque todo mundo ainda acredita nele.

3 comentários:

Naia Mello disse...

se acredita é por que afinal existe.

Rayane disse...

Talvez a questão não seja aceitar, mas sim permitir.

Mariana Rodrigues Costa disse...

Nós, por mais que tentemos dizer que o amor não existe, que não acreditamos nele, no fundo no fundo queremos mais é acreditar que ele exista, queremos mais é senti-lo, apalpá-lo, agarrá-lo com todas as forças, porque nos achamos dignos de senti-lo, de vivê-lo.
Talvez sejamos. Somos. Mas nem sempre ele nos é possível... Né?
:/